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Mostrando postagens de outubro, 2026

Mister monster - case 02

  OBSIDIA, A BESTA QUEBRA-CÉUS O silêncio que se seguiu à selagem do MagmaSaurus não era paz; era apenas o espaço vazio e suspenso entre dois suspiros. Wataru continuava de joelhos no asfalto quente, o Terno Amarelo pulsando suavemente. Antes que pudesse se levantar, o ar acima da cidade pesou com uma pressão insuportável. O céu laranja doentio rasgou-se em reflexos cristalinos. Do alto, despencou uma criatura gigantesca de elegância e terror ímpares. Uma forma draconiana humanoide, revestida por uma carapaça de obsidianas negras e afiadas como navalhas, com olhos brancos brilhantes e um grande cristal reluzente cravado no peito. Suas asas formidáveis pareciam feixes de prismas coloridos refletindo. Com um rugido estidente estilhaçou os vidros de três quarteirões, Obsidia paira sobre as ruínas. "Todos os oficiais, varrer o perímetro para evacuação!" A ordem ecoou limpa e severa.  Os oficiais da FDK se espalharam para ajudar a evacuar a cidade. A Capitã de Área Mizu caminhava ...

MISTER MONSTER - CASE 01

  CASE 01 - O ARAUTO DO NÚCLEO DA TERRA! O céu de Tóquio, geralmente cinzento de poluição e névoa, estava tingido de um laranja doentio. O calor emanava do asfalto derretido, não do sol, mas de algo muito pior. Um tremor sutil, que se transformou em um estrondo ensurdecedor, sacudiu os arranha-céus. O alerta de emergência soou em todos os telefones da cidade, uma cacofonia de sirenes e mensagens de texto de "Evacuação Imediata". Wataru Ishigaki, um jovem de vinte e poucos anos com uma pilha de formulários de seguros em sua mesa, suspirou. Ele não ouvia as sirenes. Ele ouvia o ruido. Um ruído que parecia raspar a própria realidade, um chiado sibilante que anunciava que a cortina entre as dimensões estava se afinando. Ele olhou para a janela e sabia que era o único capaz de ver a coisa gigantesca que se arrastava pelo centro da cidade, distorcendo o ar ao seu redor como uma miragem infernal. Uma massa de escamas negras e carmesim, bulbos brilhantes como lava em sua pele e olhos...

JADO

  A poeira cósmica do Setor Esquecido ainda guardava o eco de uma traição silenciosa. Flutuando entre as estrelas a feiticeira galática Marise encontrou o que tanto procurava... Séculos atrás, quando a Aniquilação ameaçou varrer os Mordz da existência, foi ele quem alcançou o ápice do poder guerreiro. Um colosso na linha de frente, contendo sozinho a maré da ruína. Mas quando olhou para trás esperando o reforço de sua falange, só encontrou o vácuo: seus companheiros haviam fugido, deixando-o para morrer. Seu corpo gigantesco tombou, congelando no silêncio do espaço como um monumento à covardia do seu próprio povo.  Ela contemplou a carcaça secular do titã e sorriu. Erguendo seu cajado cósmico, Marise entoou o feitiço proibido: "JADO."  espaço como um monumento à covardia do seu próprio povo. Runas roxas e douradas perfuraram o peito estático do gigante. O coração de pedra voltou a bater, não havia mais vida, só o ódio. Despertar como um cadáver reanimado trouxe de volta a...

BELZEBARON

  Belzebaron  O ar na fenda entre o Ser e o Não-Ser não tinha peso, temperatura ou cor. Era a fronteira definitiva — o véu ontológico onde a matéria desaprendia como existir, um pântano invisível de podridão concitual. Para Belzebaron, a jornada até aquele instante fora medida em sangue, fuligem e vitórias amargas. Seiscentas e sessenta e cinco sombras gigantescas haviam caído sob seus punhos grotescos. Ele absorvera a essência de dezenas delas ao longo de eras de carneficina: dominava as chamas abissais do Titã de Cinzas, a velocidade taquiónica dos Vermes de Éter e a geometria distorcida dos demônios angulares. Seu corpo estelar, outrora uma carcaça reluzente de titânio sombrio e runas escarlates, tornara-se um repositório vivo de pesadelos adaptados. Faltava apenas um. O 666º Monstro. A criatura não tinha garras, asas ou dentes. Ela residia exatamente no limiar da realidade, camuflada pelo próprio tecido da existência. Não podia ser ferida por feixes de energia quântica ou ...