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Mister monster - case 02

  OBSIDIA, A BESTA QUEBRA-CÉUS O silêncio que se seguiu à selagem do MagmaSaurus não era paz; era apenas o espaço vazio e suspenso entre dois suspiros. Wataru continuava de joelhos no asfalto quente, o Terno Amarelo pulsando suavemente. Antes que pudesse se levantar, o ar acima da cidade pesou com uma pressão insuportável. O céu laranja doentio rasgou-se em reflexos cristalinos. Do alto, despencou uma criatura gigantesca de elegância e terror ímpares. Uma forma draconiana humanoide, revestida por uma carapaça de obsidianas negras e afiadas como navalhas, com olhos brancos brilhantes e um grande cristal reluzente cravado no peito. Suas asas formidáveis pareciam feixes de prismas coloridos refletindo. Com um rugido estidente estilhaçou os vidros de três quarteirões, Obsidia paira sobre as ruínas. "Todos os oficiais, varrer o perímetro para evacuação!" A ordem ecoou limpa e severa.  Os oficiais da FDK se espalharam para ajudar a evacuar a cidade. A Capitã de Área Mizu caminhava ...
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MISTER MONSTER - CASE 01

  CASE 01 - O ARAUTO DO NÚCLEO DA TERRA! O céu de Tóquio, geralmente cinzento de poluição e névoa, estava tingido de um laranja doentio. O calor emanava do asfalto derretido, não do sol, mas de algo muito pior. Um tremor sutil, que se transformou em um estrondo ensurdecedor, sacudiu os arranha-céus. O alerta de emergência soou em todos os telefones da cidade, uma cacofonia de sirenes e mensagens de texto de "Evacuação Imediata". Wataru Ishigaki, um jovem de vinte e poucos anos com uma pilha de formulários de seguros em sua mesa, suspirou. Ele não ouvia as sirenes. Ele ouvia o ruido. Um ruído que parecia raspar a própria realidade, um chiado sibilante que anunciava que a cortina entre as dimensões estava se afinando. Ele olhou para a janela e sabia que era o único capaz de ver a coisa gigantesca que se arrastava pelo centro da cidade, distorcendo o ar ao seu redor como uma miragem infernal. Uma massa de escamas negras e carmesim, bulbos brilhantes como lava em sua pele e olhos...

JADO

  A poeira cósmica do Setor Esquecido ainda guardava o eco de uma traição silenciosa. Flutuando entre as estrelas a feiticeira galática Marise encontrou o que tanto procurava... Séculos atrás, quando a Aniquilação ameaçou varrer os Mordz da existência, foi ele quem alcançou o ápice do poder guerreiro. Um colosso na linha de frente, contendo sozinho a maré da ruína. Mas quando olhou para trás esperando o reforço de sua falange, só encontrou o vácuo: seus companheiros haviam fugido, deixando-o para morrer. Seu corpo gigantesco tombou, congelando no silêncio do espaço como um monumento à covardia do seu próprio povo.  Ela contemplou a carcaça secular do titã e sorriu. Erguendo seu cajado cósmico, Marise entoou o feitiço proibido: "JADO."  espaço como um monumento à covardia do seu próprio povo. Runas roxas e douradas perfuraram o peito estático do gigante. O coração de pedra voltou a bater, não havia mais vida, só o ódio. Despertar como um cadáver reanimado trouxe de volta a...

BELZEBARON

  Belzebaron  O ar na fenda entre o Ser e o Não-Ser não tinha peso, temperatura ou cor. Era a fronteira definitiva — o véu ontológico onde a matéria desaprendia como existir, um pântano invisível de podridão concitual. Para Belzebaron, a jornada até aquele instante fora medida em sangue, fuligem e vitórias amargas. Seiscentas e sessenta e cinco sombras gigantescas haviam caído sob seus punhos grotescos. Ele absorvera a essência de dezenas delas ao longo de eras de carneficina: dominava as chamas abissais do Titã de Cinzas, a velocidade taquiónica dos Vermes de Éter e a geometria distorcida dos demônios angulares. Seu corpo estelar, outrora uma carcaça reluzente de titânio sombrio e runas escarlates, tornara-se um repositório vivo de pesadelos adaptados. Faltava apenas um. O 666º Monstro. A criatura não tinha garras, asas ou dentes. Ela residia exatamente no limiar da realidade, camuflada pelo próprio tecido da existência. Não podia ser ferida por feixes de energia quântica ou ...

Tricosmos

  O alarme de hiperespaço ecoou pela cabine da *Stardust-V*. À frente deles, a frota de bio-naves do Império Gorgon avançava como uma praga de gafanhotos cósmicos, engolindo a órbita de Neo-Tóquio. No centro do deck de comando, **Mei** ajustou as luvas de sua armadura. O metal negro de seu traje, forjado com o raro titânio estelar, absorvia a luz das estrelas, brilhando como um eclipse pronto para acontecer. Ao seu lado, os circuitos dos seus dois companheiros androides traquinaram em prontidão. — Níveis de energia estáveis, Comandante Mei — relatou **Alpha**, o androide tático, cuja armadura branca e polida refletia os painéis digitais da nave. — As chances de sobrevivência em um ataque frontal são de 12%. — Então é bom que a gente bata bem forte — rebateu **Beta**, o androide de assalto, batendo os punhos de sua pesada e robusta armadura amarela, ansioso pela pancada. Mei sorriu por trás do visor fumê. Ela sacou sua espada de plasma e liderou o caminho até a comporta de lançament...

MISTER HERO 01

  スーパー戦隊...ポウアーマン! (Super Sentai... Powerman!) A Super Equipe... POWERMAN! Muitas pessoas passam despercebidas pelos imensos complexos comerciais separados por shoppings localizados na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Num desses complexos é que começa nossa história. Num prédio comercial padrão, encontra-se a sede administrativa da Shin Oh, uma rede de fast-food de comida japonesa que desponta há pelo menos dois anos como uma verdadeira joia neste concorrido mercado. Numa das salas deste prédio está ocorrendo uma reunião bem diferente. O ambiente parecia comercial, mas **era** bem confortável, como um escritório para reuniões mais pessoais, com carpete, sofás em várias paredes e uma grande mesa “de chefe” onde estão distribuídos **várias pastas** e alguns livros sobre gestão de pessoal empilhados. **À** meia-luz, um misterioso homem oriental de meia-idade, sentado confortavelmente atrás da mesa, esfrega as mãos calmamente enquanto começa a instruir os demais presentes na sala... — ...

RYONARANGER

As correntes de energia de Amaris se extinguiram, substituídas por cordas de fibra interdimensional que Ehbbeet manipulava com uma destreza hipnótica. O esconderijo das vilãs, uma catedral de aço e sombras em Neo-Kyoto, exalava o aroma metálico do medo. Arrastado pelo chão frio, Blue Volt mantinha o corpo flácido, simulando inconsciência enquanto sua inteligência artificial interna mapeava as rotas de fuga. "O herói azul finalmente caiu", sibilou Amaris, seus olhos de prata refletindo a armadura safira do justiceiro. "O desespero de um símbolo como ele alimentará o portal por semanas. Ehbbeet, comece a colheita. Extraia cada gota de agonia." Ehbbeet, cujas mãos pareciam dançar, iniciou o ritual técnico de contenção. Utilizando técnicas milenares de sua dimensão que lembravam a arte do shibari, ela envolveu o herói em um intrincado emaranhado de nós e tensões. Com uma precisão geométrica, as cordas cruzavam o peito reforçado de Blue Volt, prendendo seus braços atrás ...