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Tricosmos

  O alarme de hiperespaço ecoou pela cabine da *Stardust-V*. À frente deles, a frota de bio-naves do Império Gorgon avançava como uma praga de gafanhotos cósmicos, engolindo a órbita de Neo-Tóquio. No centro do deck de comando, **Mei** ajustou as luvas de sua armadura. O metal negro de seu traje, forjado com o raro titânio estelar, absorvia a luz das estrelas, brilhando como um eclipse pronto para acontecer. Ao seu lado, os circuitos dos seus dois companheiros androides traquinaram em prontidão. — Níveis de energia estáveis, Comandante Mei — relatou **Alpha**, o androide tático, cuja armadura branca e polida refletia os painéis digitais da nave. — As chances de sobrevivência em um ataque frontal são de 12%. — Então é bom que a gente bata bem forte — rebateu **Beta**, o androide de assalto, batendo os punhos de sua pesada e robusta armadura amarela, ansioso pela pancada. Mei sorriu por trás do visor fumê. Ela sacou sua espada de plasma e liderou o caminho até a comporta de lançament...
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MISTER HERO 01

  スーパー戦隊...ポウアーマン! (Super Sentai... Powerman!) A Super Equipe... POWERMAN! Muitas pessoas passam despercebidas pelos imensos complexos comerciais separados por shoppings localizados na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Num desses complexos é que começa nossa história. Num prédio comercial padrão, encontra-se a sede administrativa da Shin Oh, uma rede de fast-food de comida japonesa que desponta há pelo menos dois anos como uma verdadeira joia neste concorrido mercado. Numa das salas deste prédio está ocorrendo uma reunião bem diferente. O ambiente parecia comercial, mas **era** bem confortável, como um escritório para reuniões mais pessoais, com carpete, sofás em várias paredes e uma grande mesa “de chefe” onde estão distribuídos **várias pastas** e alguns livros sobre gestão de pessoal empilhados. **À** meia-luz, um misterioso homem oriental de meia-idade, sentado confortavelmente atrás da mesa, esfrega as mãos calmamente enquanto começa a instruir os demais presentes na sala... — ...

RYONARANGER

As correntes de energia de Amaris se extinguiram, substituídas por cordas de fibra interdimensional que Ehbbeet manipulava com uma destreza hipnótica. O esconderijo das vilãs, uma catedral de aço e sombras em Neo-Kyoto, exalava o aroma metálico do medo. Arrastado pelo chão frio, Blue Volt mantinha o corpo flácido, simulando inconsciência enquanto sua inteligência artificial interna mapeava as rotas de fuga. "O herói azul finalmente caiu", sibilou Amaris, seus olhos de prata refletindo a armadura safira do justiceiro. "O desespero de um símbolo como ele alimentará o portal por semanas. Ehbbeet, comece a colheita. Extraia cada gota de agonia." Ehbbeet, cujas mãos pareciam dançar, iniciou o ritual técnico de contenção. Utilizando técnicas milenares de sua dimensão que lembravam a arte do shibari, ela envolveu o herói em um intrincado emaranhado de nós e tensões. Com uma precisão geométrica, as cordas cruzavam o peito reforçado de Blue Volt, prendendo seus braços atrás ...

ENDAMIDAS

*O Posto Eterno* O corpo de Endamidas não sentia frio, calor ou mesmo o vácuo. Os poderes cósmicos, infusos em sua armadura e em cada célula de seu ser, o sustentavam em um estado de perpétua suspensão. Ele flutuava na escuridão entre as estrelas, um pontinho vibrante contra o pano de fundo infinito da Via Láctea. À sua frente, o planeta Loskes era um disco de safira e esmeralda. Ele o via girar, lento e majestoso, a vida seguindo seu curso imperturbável sob sua vigilância silenciosa. E, a apenas um ano-luz de distância, estava Ekol. A Fera Galáctica era menos uma criatura e mais um fenômeno. Uma cabeça disforme e multicolorida de energia e matéria escura, retorcida em um pesadelo surreal que desafiava a própria geometria. Seus “olhos” eram buracos de minhoca giratórios, suas “mandíbulas” eram filamentos de poeira cósmica condensada. A cada milênio, Ekol avançava, impulsionado por uma fome que consumia estrelas. O ritual era simples, mortal e eternamente repetitivo. Endamid...

DY.NA.MO.

O clarão cegante não veio do sol, mas da sobrecarga do reator central da fortaleza submarina dos Octo Dark. O metal rangia sob a pressão das explosões e o cheiro de ozônio e água salgada impregnava tudo. Três silhuetas coloridas saltaram para o oceano enquanto a base desaparecia em uma coluna de fogo. Ao atingirem a areia da praia, a transformação se desfez em partículas de luz. Ali estavam elas: Diana, Naguisa e Momoko. Ofegantes, sujas de fuligem, mas vitoriosas. Elas eram as Dy.na.mo, as salvadoras de Tóquio. Naquele dia, acreditaram que o mal havia sido erradicado para sempre. Diana, aos 30 anos, mantinha os olhos fixos na tela do celular, o reflexo azulado iluminando seus óculos enquanto o vídeo terminava e entrava uma voz masculina. Era um vídeo de review dos capítulos da série em que ela era a Dyna Blue há 12 anos, uma das três que venceu a Okto Dark. "O quê? O mundo acabando e ele reclamando do meu traje? Eu era uma guerreira não uma boazuda!"  ​O restaurante em Shinj...

BAD GUY

A tela de LED flutuante sobre o cruzamento de da rua central exibia o rosto de um âncora de telejornal com expressão grave. "Continuamos monitorando o cerco ao bunker da D.E.T. (Defesa de Elite da Terra). O porta-voz do Governo Global confirmou que a unidade está oficialmente desativada após um surto psicótico do operativo 315. O ciborgue, que sofreu uma falha catastrófica em seu núcleo lógico, assassinou todo o seu pelotão e agora mantém a base como refém. Especialistas alertam que o 'Badguy', como já é chamado nas redes sociais, representa uma ameaça iminente à segurança da cidade. Uma unidade de contenção privada já foi enviada para neutralizar a ameaça." Dentro do bunker, o som da TV era apenas um eco distante e distorcido. Eis estava sentado sobre os restos fumegantes de uma criatura que, há dez minutos, vestia o uniforme de um general de cinco estrelas. Ao redor dele, o cenário era um necrotério de metal e biologia alienígena. Seus companheiros não morreram em c...

CYBER SOULGER

HEISEI: CÓDIGO FINAL – PARTE 1/3 *“Prólogo: O Circuito Oculto”* "Era Heisei, 1999. Últimos dias do século. Primeiro ano do fim." A cidade de Tóquio estendia-se em neon como uma placa-mãe viva, pulsando em tons de violeta, azul e vermelho. Painéis de CRT crepitavam com anúncios de tecnologia e medo. Acima, o céu estava carregado de nuvens lilases cortadas por relâmpagos. Havia tensão elétrica no ar — literal e figurativamente. "Dizem que quando o ano 2000 chegar... tudo vai colapsar." Num canto esquecido de Shinjuku, uma velha televisão exibia, em preto e branco distorcido, um noticiário alarmante: “O bug do milênio pode causar a falência dos sistemas militares, de energia e da segurança nacional”. A imagem tremeluzia. A transmissão era cortada, como se alguém não quisesse que a verdade continuasse no ar. "Mas o bug é só cortina de fumaça." Sob uma base secreta no subsolo do distrito governamental, dados criptografados passavam por uma linha de luz azulada....