*O Posto Eterno* O corpo de Endamidas não sentia frio, calor ou mesmo o vácuo. Os poderes cósmicos, infusos em sua armadura e em cada célula de seu ser, o sustentavam em um estado de perpétua suspensão. Ele flutuava na escuridão entre as estrelas, um pontinho vibrante contra o pano de fundo infinito da Via Láctea. À sua frente, o planeta Loskes era um disco de safira e esmeralda. Ele o via girar, lento e majestoso, a vida seguindo seu curso imperturbável sob sua vigilância silenciosa. E, a apenas um ano-luz de distância, estava Ekol. A Fera Galáctica era menos uma criatura e mais um fenômeno. Uma cabeça disforme e multicolorida de energia e matéria escura, retorcida em um pesadelo surreal que desafiava a própria geometria. Seus “olhos” eram buracos de minhoca giratórios, suas “mandíbulas” eram filamentos de poeira cósmica condensada. A cada milênio, Ekol avançava, impulsionado por uma fome que consumia estrelas. O ritual era simples, mortal e eternamente repetitivo. Endamid...