A poeira cósmica do Setor Esquecido ainda guardava o eco de uma traição silenciosa.
Flutuando entre as estrelas a feiticeira galática Marise encontrou o que tanto procurava...
Séculos atrás, quando a Aniquilação ameaçou varrer os Mordz da existência, foi ele quem alcançou o ápice do poder guerreiro. Um colosso na linha de frente, contendo sozinho a maré da ruína. Mas quando olhou para trás esperando o reforço de sua falange, só encontrou o vácuo: seus companheiros haviam fugido, deixando-o para morrer. Seu corpo gigantesco tombou, congelando no silêncio do espaço como um monumento à covardia do seu próprio povo.
Ela contemplou a carcaça secular do titã e sorriu. Erguendo seu cajado cósmico, Marise entoou o feitiço proibido:
"JADO."
espaço como um monumento à covardia do seu próprio povo.
Runas roxas e douradas perfuraram o peito estático do gigante. O coração de pedra voltou a bater, não havia mais vida, só o ódio. Despertar como um cadáver reanimado trouxe de volta apenas a memória do abandono e o desejo visceral de esmagar aqueles que o traíram.
Marise aproximou-se do seu rosto esquelético e selou um pacto:
"Eu lhe dou a vitalidade e recebo a tua imortalidade" - murmurou a feiticeira - "Em troca, você será meu flagelo, meu assecla oculto, guiarei tua massa através de defesas planetárias, colocando você cara a cara com quem se opor a mim."
O gigante ergueu seu punho colossal, aceitando o elo.
"Mas primeiro terás tua vingança!" - A rota já estava traçada para o mundo-capital dos Mordz. No trono de ferro e plasma, o imperador Zamber — o titã de pele roxa e poder devastador que comandou a retirada no passado — nem desconfiava que o maior erro de seu império estava prestes a retornar do vácuo.
A viagem durou alguns ciclos mas finalmente a esfera natal do guerreiro já aparecia no horizonte. Ele havia se preparado com a bruxa para manipular energias funestas, originárias do período em que se encontrava no reino dos mortos. Igualmente a bruxa desfrutava de sua nova condição de juventude e imortalidade tão desejada. Ambos tinham seus motivos para dar cabo daquela vingança. Seus oponentes estavam condenados!
Continua




Comentários
Postar um comentário